terça-feira, 21 de junho de 2011

Condições de vida numa poça de maré: salinidade

A salinidade
Outra das condições que varia com as marés é a concentração de sal na água do mar. Sobretudo no Verão, com o sol e vento forte, a água das poças evapora-se rapidamente, ficando o mesmo sal em menos água pelo que se torna mais concentrado. Também para abordar estas noções – dissolução, evaporação – resolvemos realizar uma actividade experimental.
Dissolvemos uma mesma quantidade de sal em diferentes porções de água e verificámos as diferenças através do paladar. Comparámos com o que acontecia numa poça á medida que a água se evaporava.

Mas alguém levantou a questão: “então e se o sal também se evapora?”
Por isso realizámos uma experiência de evaporação lenta de água do mar em que os alunos conseguiram observar todo o processo, dentro da sala de aula, ao longo de dois meses.
No final da experiência, quando toda a água se evaporou, constataram que o sal dissolvido na água não se evaporou. Com o microscópio, observaram ao os bonitos cristais que se formaram no fundo do recipiente, comparando-os com os do pacote de sal das nossas salinas da Ilha da Morraceira. 3º ano da Prof. Conceição

Condições de vida numa poça de maré: temperatura

Partindo do conhecimento de que as marés mudam duas vezes por dia, começámos a pensar o que varia, de uma maré para a outra, nas condições de vida destes seres.

A Temperatura
Uma das razões pelas quais gostamos mais da nossa praia na maré vaza é porque a água das poças é mais quentinha do que no mar aberto. Mas nem todos os seres vivos têm a capacidade de se adaptar a mudanças tão bruscas e repentinas. É como se as estações do ano mudassem de seis em seis horas! Assim, a primeira condição de que falámos foi a temperatura.
Falámos do que sabemos sobre temperatura, em que circunstâncias da vida diária falamos de temperatura e quais os instrumentos que servem para a medir. Ninguém sabia em que unidades se mede a temperatura. Nesse dia o TPC foi assistir ao boletim meteorológico da TV e registar o que se dissesse relativamente a este assunto.
Na aula seguinte toda a gente sabia que a temperatura se mede em graus.

Para percebermos melhor do que estávamos a falar, realizámos uma pequena experiência onde abordámos, de uma forma muito simples, os conceitos de sensação térmica e temperatura.

Tínhamos três recipientes iguais e uma ficha de registo.
No recipiente A colocámos água com cubos de gelo;
No recipiente B colocámos água aquecida;
No recipiente C colocámos água à temperatura ambiente.
Primeiro, com um termómetro mediu-se a temperatura da água em cada recipiente e registou-se na ficha de trabalho.
Seguidamente dividiu-se a turma em dois grupos:

I
Um grupo de meninos colocava a mão durante alguns minutos no recipiente A e registava a sua sensação: gelada.
Depois colocava a mesma mão no recipiente C e registava a sensação: morna.

II
Outro grupo de meninos colocava a mão durante alguns minutos no recipiente B e registava a sua sensação: quente.
A seguir colocava a mesma mão no recipiente C e registava a sensação: gelada.

Para o grupo - I a água do recipiente C estava morna e para o grupo - II estava gelada. Gerou-se uma grande discussão sobre quem estava enganado.


Para acabar com a polémica, a professora pediu que cada menino colocasse uma mão no recipiente A, outra no recipiente B e que após alguns minutos colocasse as duas mãos no recipiente C. Foi muito divertido porque cada mão dava uma sensação térmica diferente da água à mesma temperatura.

No final conseguimos perceber a diferença entre temperatura e sensação térmica:

Temperatura mede-se em graus com um termómetro e é uma grandeza física.

Sensação térmica é a percepção que temos da temperatura e é influenciada pela temperatura ambiente e por outros factores como vento e humidade.



3º ano da Prof. Conceição

Um Jardim Animal

Habitantes das poças de maré
Continuando a seguir as “pistas” do nosso livro, fomos fazer uma lista dos seres que nós já conhecemos das poças formadas nos rochedos pela maré vazia. Começámos pelos amigos da Menina do Mar - o polvo, o caranguejo e o peixe – mas lembrámo-nos de muitos outros: a estrela do ar, o búzio, o burrié, a anémona, o camarão, a tintureira, o ouriço do mar, a lapa, o mexilhão, o percebe e algas de diferentes cores e feitios. A anémona despoletou alguma discussão porque uma parte da turma achava que era uma planta e outra achava que era um animal.
Depois de investigarmos sobre este interessante ser vivo concluímos que se trata de um animal.
Aprendemos algumas coisas sobre as suas características e por fim construímos anémonas com lã, papel de lustro e o interior de rolos de papel higiénico. O resultado foi um lindo “jardim” animal.
3º ano da Prof. Conceição

O que provoca as marés?

Do trabalho anterior, surgiu outra pergunta:
Mas porque é que há marés? O que as provoca?


Esta questão deu origem a pesquisas em diferentes fontes de informação: em enciclopédias (em papel e CD-ROM), na Internet, livros temáticos, manuais escolares, ...

Na aula seguinte cada aluno partilhou com a turma as suas informações. Falámos de muitas coisas interessantes que ainda não conhecemos muito bem, como por exemplo o movimento dos planetas, as fases da lua, forças de atracção, etc.
Deu “pano para mangas” como se costuma dizer!
Depois de debater os assuntos e de algumas exemplificações com o globo terrestre e nós mesmos a fazer de corpos celestes no espaço, redigimos esta síntese dos textos recolhidos:


“O que provoca as marés é a força de atracção gerada pelo movimento da Terra, e da Lua.”

Gostámos muito deste trabalho porque ficámos curiosos e com vontade de conhecer mais sobre o assunto.


3º ano da Prof. Conceição

As marés

Por causa da história da Menina do Mar falámos da maré vazia. Mas afinal o que São as marés? Depois de pensar um pouco, registámos as nossas opiniões:
“São ondas que sobem e descem”
“São um monte de água salgada com animais marinhos, há cheias e vazias”
“São dois tipos de mar: a maré cheia e a vazia”


Então resolvemos levar a pergunta para as nossas famílias, pois muitos dos nossos familiares e amigos passaram grande parte da sua vida no mar e conhecem-no bem.
Na aula seguinte, com a colaboração de todos, chegámos à seguinte conclusão:
“As marés são o movimento do mar. Quando a água avança para terra é maré alta. Quando recua é maré vaza."


Isto acontece duas vezes por dia para cada maré. Assim, o mar leva seis horas a avançar até ao máximo da maré cheia e leva outras seis horas a recuar ao máximo da maré vazia”.

3º ano da Prof. Conceição